Category: Hipermidia


O balé das imagens

Foi-se o tempo em que as imagens ficavam estáticas em seus lugares, como deuses a serem adorados no altar.

Com a interatividade elas criaram vida e bailam pela grande rede à espera de um clique.

As imagens digitais agregam quando oferecem infinitas possibilidades, mas perdem no quesito onipresença, pois num meio onde tudo muda, as próprias imagens são obrigadas a mudar acompanhando a enxurrada de notícias e o turbilhão de acontecimentos.

No site da Tribuna de Minas elas se comportam de maneira mais tranqüila esperando por seus cliques e aguardando até a próxima atualização quando serão substituídas.

No Último Segundo elas são mais dinâmicas, acompanhadas e complementadas por vídeos e áudios, elas estão em constante mutação e atualizadas como o próprio nome do site sugere, a cada segundo.

As imagens quando bem usadas no meio digital, tem a mesma função do hipertexto, porém de uma maneira muita mais agradável e harmoniosa.

Nesse contexto a imagem deixa de ser um fim e passa ser um meio.

            Um antigo provérbio chinês já dizia: “Uma imagem vale mais que mil palavras…”, no caso das imagens digitais elas não só valem como contém mais de mil palavras.

Dividir e conquistar

Assim como o hipertexto define uma nova forma de leitura e escrita, a heterarquia define uma nova forma de trabalho. A Heterarquia dá um tombo na conhecida hierarquia (que é vertical) e a coloca na posição horizontal deixando todos em pé de igualdade.

Carlos Castilho em seu texto “A ‘heterarquia’, a nova palavra da moda na transição da imprensa para a era digital”, usa essa palavra para definir uma nova forma de trabalho coletivo.

Grandes são as divergências entre o novo método e a boa e velha hierarquia: “Na heterarquia, a primazia da diversidade e descentralização faz com que o sistema se apresente como confuso, instável e fluido, mas em situações complexas facilita a adaptação, contextualização e exploração de alternativas”. Já a “hierarquia é estável, sólida e com regras bem definidas, porém tem cada vez mais dificuldades para lidar com o caos informativo gerado pela avalancha de dados, fatos e notícias publicados diariamente na internet”. A transição está sendo sofrida.

Num ambiente aberto, temos a liberdade necessária para o desenvolvimento de grandes conteúdos que não estão atrelados à notícia como um produto a ser vendido. Nesse âmbito podem ser exploradas infinitas possibilidades.

A blogosfera é um ótimo exemplo dessa nova maneira de fazer notícia. Lá pessoas de todos os tipos encontram o ambiente perfeito para se expressar.

Dentro do jornalismo existe um fenômeno conhecido como blog-jornais, são os blogs feitos por jornaistas, ou não, que se encumbem de postar notícias, pertinentes ou não, sobre os mais variados assuntos.

Alguns exemplos são: JF em pauta, Bloghipermidia, JornalismoPortoNet, Blog do Noblat, Jornalismo Digital, entre muitos outros.

Porém deve-se ter muito cuidado nesse ambiente, que justamente por não possuir uma hierarquia, não raro perde sua confiabilidade.

Como Castilho cita, a Wikipedia é um bom exemplo disso, lá temos a oportunidade de encontrar vários conteúdos, mas deve-se sempre “ter o pé atrás” com ela. Existem muitas pessoas sérias a fim de fazer um trabalho de qualidade, porém existem outras que se valem desse novo contexto apenas com o intuito de atrapalhar.

De qualquer forma a heterarquia é uma grande chance para quem quer mais conhecimento e para quem quer passar seus conhecimentos.

A ordem é: dividir e conquistar.

Hipertexto a.C?

“tudo que se desloca deve utilizar-se da rede hipertextual tal como ela se encontra, ou então será obrigado a modificá-la”.

“tudo que se desloca deve utilizar-se da rede hipertextual tal como ela se encontra, ou então será obrigado a modificá-la”.

 

Apesar de parecer próprio da tecnologia digital, o hipertexto está presente no cotidiano das pessoas mesmo antes de Cristo. A simples necessidade de se guardar os textos de forma fragmentada (em blocos) em tabuinhas ou pergaminhos constituía o hipertexto.

            Na época de Platão, Virgílio ou Santo Agostinho os textos eram processados sem espaço entre as palavras, sem letras maiúsculas nem pontuação. Com o passar dos anos as formas de escrita foram evoluindo e se alterando para dinamizar a leitura. Anos mais tarde, também os meios de comunicação de massa sofreram evoluções e transformações em seu formato para facilitar o exercício da leitura e da compreensão.

            Então ao contrário do que se pensa, não só o meio digital se utiliza do hipertexto, já que segundo Theodor Nelson “o hipertexto é uma escrita não seqüencial, num texto que se bifurca”. Podemos observar esse tipo de recurso nos demais veículos de comunicação de massa, porém no meio digital ele se difere pela existência de interconexões instantâneas obtidas através de links.

            O computador e a internet definem uma nova ambiência informacional, onde na cibercultura, a lógica comunicacional supõe rede hipertextual, multiplicidade, virtualidade, tempo real, multissensorialidade e multidirecionalidade. (Lévy)

            A multimidialidade presenciada pelo uso de diversos códigos diferentes (texto, som e imagem) no mesmo meio, já nos era dada pela televisão, porém o link atribuiu a essa convergência uma nova forma organizacional e diferenciada formatação, que dão a nova “cara” do hipertexto, auxiliada pelo uso da memória (armazenamento de dados) que rompe os limites espaciais e temporais que existem nos outros meios.

O link então passa a ser considerado “elemento essencial para a narrativa jornalística no formato hipertextual”, onde título e link em alguns casos passam a ser um só elemento. “No lugar de receber a informação, o leitor tem a experiência da participação na elaboração do conteúdo. O sujeito não apenas interpreta mais ou menos livremente, como também organiza e estrutura”.(Machado)

            É o antigo se abrindo ao novo para que todos possam ser produtores de conhecimento, e que retorne a era dos pensadores.

Hey Guys!!!

Blog! Uma maneira versátil e dinâmica para o desenvolvimento do conhecimento coletivo. Esse é nosso objetivo, favorecer a criação de coletivos inteligentes.